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Reportagens
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É hora de comprar ou de vender?por Sérgio NardiBem vindo a 2009! É hora de recomeçar, arregaçar as mangas, refazer o planejamento e encarar as dificuldades que estão por vir, neste ano que promete muita indefinição e volatilidade. Este ano, com certeza exigirá de todos grande dose de coragem e ousadia na hora de realizar negócios. Com inúmeras aparentes promoções e bons negócios paira uma dúvida no ar: o momento é ideal para comprar ou vender? Esta decisão definirá os resultados de muitas empresas e consumidores. O “time”, ou seja, o tempo certo para realizar as negociações será fator fundamental de sucesso em uma relação comercial. A solução desse problema foi erguida antes mesmo da crise americana e beneficiará em 2009 as empresas e consumidores que estabeleceram metas financeiras de médio ou longo prazo e que em meio ao turbilhão de más notícias ao redor do globo contam com reservas e fluxo de caixa equilibrado. Isso significa que comprar será uma excelente oportunidade para aqueles que possuem “poder de fogo” em cash (dinheiro) e vender será necessidade vital àqueles que colecionaram ao longo da bonança dos últimos anos, prestações e dívidas, além de inadvertidamente se esbaldarem com artifícios econômicos de alto custo como cartões de crédito e cheque especial. Em meio a um mercado de análises e perspectivas especulativas, onde ninguém ousaria a definição de um quadro concreto para o ano de 2009 e principalmente para o primeiro semestre do ano, a sugestão para o consumidor comprador é aguardar e avaliar a movimentação econômica, financeira e industrial ao longo do primeiro trimestre de 2009. Analisar se o nível de confiança no consumo continuará em declínio e se a continuidade do movimento de retração das compras e a compressão da atividade industrial seguirão a tendência decadente do final do ano passado. Se esse cenário persistir em evidência, (o mais provável), a partir de abril de 2009 oportunidades excepcionais deverão surgir no mercado, principalmente no setor de bens duráveis que no longo prazo podem tornar-se investimento interessante e rentável para empresas e consumidores. O aumento da oferta de produtos em um possível cenário recessivo de demanda reprimida ocasionará uma diminuição sensível no preço desses ativos, que dependendo do caso e do desespero do vendedor poderão ser adquiridos por preços com deságio em relação ao real valor de mercado. Se você empresa ou consumidor se encontra na outra ponta da economia e coleciona prestações, já passou da hora de iniciar um planejamento financeiro de contenção de gastos. A venda de bens duráveis para a liquidação ou amortização de dívidas é uma saída rápida que pode resolver seu problema de imediato, além de impedir um crescimento excessivo do valor da dívida até o nível impagável. A dica é vender o quanto antes para evitar maior depreciação em virtude do aumento da oferta. Se sua dívida ainda pode ser administrada e de imediato existe a possibilidade de salvaguardar seu patrimônio, excelente, corte despesas supérfluas, revise seu padrão de vida segundo sua atual condição financeira e não tenha medo ou vergonha de renegociar prazos e valores de suas prestações, nesse momento a maior preocupação dos credores é com a inadimplência total de seus recebíveis, portanto se sua intenção é pagar, mas de forma mais suave, invariavelmente o proprietário da dívida não tem encontrado dificuldades. Planejamento, coerência e responsabilidade serão aliados necessários em 2009, em uma negociação, além é claro de uma boa dose de arrojo e serenidade em relação ao risco. Sérgio Nardi é escritor e especialista em gestão empresarial, diretor da Outstretch Empreendimentos e Negócios www.outstretch.com.br), autor dos livros Marketing para o varejo de baixa renda e Viva Melhor. |
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