O aumento do salário mínimo beneficiará programas destinados a baixa renda. É o que constata o vice-presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo, Manuel Enriquez Garcia, de acordo com a Agência Brasil.
Segundo ele, o aumento, além de repercutir no bolso de todos os trabalhadores, dará um maior repasse aos programas sociais do governo federal, como o Bolsa- Família, por exemplo.
Maiores repasses permitirão que mais famílias sejam beneficiadas, ampliando a capacidade de compra dessa parcela da população. Além disso, ele avalia que setores voltados ao consumo dessas famílias de baixa renda também sejam beneficiados.
Outras perspectivas
O economista Carlos Alberto Ramos, da Unb (Universidade de Brasília), não acredita que uma recessão seja possível no País e estima um crescimento de 2% para este ano. Para ele, os agentes econômicos "mais agressivos" vão conseguir obter mercado e aumentar a produtividade, segundo a Agência Brasil.
Já o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, estima que o crescimento gire em torno dos 3%. No entanto, ele atenta para a necessidade de redução da taxa de juros e do aumento da oferta de crédito.