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20/11/2008 11:24
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Automação: uma aliada para todos os momentos

por Roberto Matsubayashi

Alta produtividade, eficiência operacional, custos baixos, bom atendimento a clientes, fornecedores e parceiros comerciais são imprescindíveis ao sucesso de todo empreendimento na competitiva economia contemporânea. Caro leitor, você já deve estar ponderando que tais requisitos são óbvios.

Pois bem, os setores e organizações que investem continuamente na automação e no gerenciamento da cadeia de suprimentos estão mais preparados para enfrentar todo tipo de desafios. Afinal, se todos aqueles quesitos da competitividade são óbvios para a melhoria dos resultados e crescimento em tempos de abundância, podem constituir-se em fatores efetivos de sobrevivência nas fases recessivas. Mais do que nunca, é nesses momentos que as empresas, de todos os setores, têm de saber coletar, analisar e interpretar parâmetros macroeconômicos e os traduzir como metas internas de produção, produtividade e eficiência. Nada melhor do que as ferramentas da automação para proporcionar segurança e precisão nesses processos.

Seus elementos básicos são o código de barras padrão GS1 (que identifica as mercadorias e garante a segurança no recebimento, controle de estoque e registro do cliente), leitores ópticos, equipamentos de automação para o ponto-de-venda e softwares de gestão. Também é importante acompanhar as inovações: scanner que suportam o código de barras GS1 DataBar – menor e mais versátil, permitindo aplicações para o controle de lotes ou datas de validades, ou o EPC (Código Eletrônico do Produto), que utiliza tecnologia de identificação por radiofreqüência e pode compartilhar informações, através do serviço de informação EPC-IS. Afinal, todos buscam maior visibilidade dos estoques na cadeia de suprimentos, melhor nível de informação sobre os produtos em processamento ou em trânsito e maior precisão operacional.  Cada minuto ganho nas várias etapas a serem executadas, entre o momento em que o cliente detectar a necessidade de reposição e a reposição e venda ao consumidor final, representa ganhos para o fluxo de caixa.

Para entender melhor todas essas implicações, vamos partir da visão dos estabelecimentos varejistas, nos quais as cadeias de abastecimento se relacionam de modo direto com o consumidor final. A manutenção de operações rentáveis no comércio requer a tomada de decisões imediatas, freqüentes, envolvendo grande número de produtos e altas somas. É essencial, portanto, a disponibilidade de informações precisas e instantâneas. Sem isso, é quase inviável manter foco total no negócio e ter o tempo adequado para assuntos estratégicos, como a busca redobrada de clientes e o esforço multiplicado de marketing, essenciais para enfrentar e vencer qualquer crise.  Aliás, o noticiário tem falado ultimamente apenas neste tema, então é momento de redobrar a atenção.

Quais os produtos mais vendidos, em que época do ano, em que dia da semana? Há produtos faltando, ou em excesso no canal de distribuição? A entrega está dentro do prazo acordado? Respostas a perguntas como essas são fundamentais para entender o perfil de consumo/demanda, e perceber rapidamente suas mudanças (inclusive em tempos de vacas magras), ter sempre o mix mais adequado de mercadorias e, portanto, manter resultados positivos no volume de vendas.

Assim, as ferramentas e tecnologias da automação, disseminadas no País pela GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação, entidade multissetorial sem fins lucrativos, tornam-se grandes aliadas da comunidade de negócios.

Roberto Matsubayashi é gerente da Célula de Soluções de Negócios da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação).




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