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Brasil precisa de R$ 10,2 bilhões para evitar crise tecnológicapor Agência SebraeO Brasil corre o risco de viver uma crise de competitividade tecnológica nos próximos anos se não começar a investir agora em tecnologia e inovação. Um estudo inédito elaborado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Sebrae, divulgado na última quinta-feira (13), em São Paulo, mostra que o Brasil precisará investir cerca de R$ 10,2 bilhões, nos próximos cinco anos, para alavancar a evolução do setor de empreendedorismo inovador no País. O documento, já apresentado aos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Ciência e Tecnologia, tem como objetivo gerar uma base de conhecimento capaz de permitir melhor compreensão sobre a questão dos Parques Tecnológicos no Brasil e subsidiar a construção de um marco regulatório legal, financeiro e de políticas públicas. Segundo o coordenador do estudo 'Parques Tecnológicos do Brasil', José Eduardo Azevedo Fiates, a maior parte dos recursos deverá ser investida pelo capital privado. “Os governos federais, estaduais e municipais deverão entrar com cerca de R$ 1,9 bilhão”. Para a elaboração do projeto, foram realizados mais de dez encontros no decorrer do ano de 2007, como workshops, reuniões técnicas, missão internacional, reunião com parlamentares e encontros com os parceiros do projeto para apresentação de resultados. Dos 57 parques tecnológicos brasileiros identificados naquele momento, 35 foram analisados. O estudo também mapeou, no cenário internacional, parques tecnológicos em países como a França, Reino Unido, Espanha, Irlanda, Finlândia, Japão, China, Índia, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia e Estados Unidos. Dos parques estudados no Brasil, apenas 11 se enquadram em operação, 13 em processo de implantação e outros 11 em fase de planejamento. Mais de 250 empresas de tecnologia estão instaladas nestes parques, gerando cerca de 5.000 postos de trabalho. Atualmente, segundo Fiates, já são 65 parques em todo o País. @@@ “Apesar de termos 65 parques tecnológicos, todos estão muito distantes da realidade dos similares internacionais porque não possuem densidade empresarial, científica e tecnológica. Nenhum dos parques tecnológicos brasileiros contribui de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do País”, diz Fiates. Entre os principais problemas detectados pela pesquisa estão: a maioria dos parques tecnológicos não possui uma estratégia clara de posicionamento e crescimento; em geral os projetos apresentam forte dependência de recursos públicos; pouca experiência na área imobiliária e financeira. O estudo sinaliza a necessidade de escolher 20 parques tecnológicos, considerados de excelência, para receber os recursos previstos. A escolha se dará depois da definição de padrões e parâmetros de avaliação e comparação. “É preciso que haja estratégia política para equilibrar e otimizar o potencial do Brasil”, diz o coordenador da pesquisa. Segundo Fiates, o restante dos parques tecnológicos continuará atuando em âmbito regional, como fazem atualmente. “Vamos eleger 20 parques que possam atuar como centros de excelência nacional. Poderá surgir até um novo parque, além dos 65 já existentes. Dependerá das necessidades tecnológicas do País”. Os recursos deverão ser usados tanto no Programa de Apoio a Parques Tecnológicos como no Programa de Apoio a Empresas Instaladas em Parques. Cada um desses programas englobam três grandes linhas de apoio: operação e implantação de parques; infra-estrutura dos parques e apoio a projetos mobilizadores âncoras; pesquisa, desenvolvimento e inovação para empresas instaladas; infra-estrutura predial e laboratorial e estímulo ao investimento privado. A pedido do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Anprotec está desenvolvendo um documento mapeando cada um dos parques tecnológicos existentes no País. “Vamos ter exatamente qual é a metragem de cada parque tecnológico, situação de cada uma das empresas etc. Quem não fornecer as informações correrá o risco de não participar da estratégia de distribuição de recursos”, alerta o coordenador. |
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