Não por acaso, de acordo com o INC (Índice Nacional de Confiança), pesquisa realizada pelo Ipsos a pedido da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), para 11% dos brasileiros, é muito grande a chance de ele próprio ou de algum conhecido perder o emprego nos próximos seis meses, por conta das condições da economia.
Expectativa
Para outros 32%, a chance é média, ao passo que, para 21%, é muito pequena. A tabela abaixo mostra o percentual de respostas que foram dadas para a seguinte pergunta: "Pensando nos próximos seis meses, qual é a chance de que o senhor ou a senhora, ou alguém da sua família, ou alguém que conheça pessoalmente, venha a perder o emprego por causa das condições da economia?":
| Item |
Respostas |
| Muito grande |
11% |
| Um pouco grande |
14% |
| Média |
32% |
| Um pouco pequena |
21% |
| Muito pequena |
11% |
| Não sabe/não respondeu |
12% |
Fonte: ACSP/Ipsos
Mais indicadores
Além disso, apenas 27% dos brasileiros estão um pouco mais confiantes no que se refere à segurança do seu emprego e do emprego de conhecidos e familiares, na comparação com seis meses atrás.
A pesquisa constatou que outros 28% se sentem mais ou menos iguais há seis meses com relação à segurança no emprego, ao passo que 22% estão um pouco menos confiantes. Confira na tabela seguinte:
| Item |
Respostas |
| Muito mais confiante |
6% |
| Um pouco mais confiante |
27% |
| Mais ou menos igual |
28% |
| Um pouco menos confiante |
22% |
| Muito menos confiante |
12% |
| Não sabe/não respondeu |
5% |
Fonte: ACSP/Ipsos
Muitos brasileiros mantêm a confiança talvez porque não conheçam ninguém que tenha perdido o emprego nos últimos seis meses por conta da crise. Para se ter uma ideia, 62% dos entrevistados pelo Ipsos e pela ACSP responderam que não conhecem ninguém que tenha perdido o trabalho nessas condições. Por outro lado, 37% disseram conhecer pessoalmente alguém que tenha perdido o emprego.
Nesse último grupo, cada um conhece, em média, 4,24 pessoas que foram demitidas, com grandes variações regionais: 3,35 no Nordeste, 7,86 no Norte e Centro-Oeste, 3,37 no Sudeste e 3,06 no Sul.
A pesquisa ACSP/Ipsos realiza mil entrevistas domiciliares por mês, 12 mil por ano, em 9 regiões metropolitanas e 70 cidades do interior brasileiro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.