O nível de formalização no mercado de trabalho em dezembro foi o maior da série histórica, iniciada em março de 2002. Os dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que 55,1% da população ocupada naquele mês tinham emprego formal. Isso significa que eles tinham carteira assinada ou eram militares, funcionários públicos ou empregados domésticos.
"O ano de 2008 foi o ano da carteira assinada, com 44,8% da população ocupada nesta condição, um aumento de 0,8% sobre novembro, e de 7,2% em relação a dezembro de 2007", afirmou o gerente da PME, Cimar Azeredo.
O IBGE avaliou o comportamento do mercado de trabalho entre 2003 e 2008. O levantamento mostra que o nível de formalização pulou de 49% para 53,4% em 2008. Junto a isso, cresceu também o contingente de trabalhadores que contribuíram para a Previdência Social. Em 2003, 61,1% das população ocupada fazia essa contribuição; essa proporção subiu para 64,1% no ano passado.
Em média, 44,1%, ou aproximadamente 9,6 milhões dos trabalhadores ocupados, tinham carteira assinada no setor privado em 2008; em 2003, eram 39,7%. A maior proporção foi constatada em São Paulo, onde 47,7% dos trabalhadores tinham emprego com carteira assinada no setor privado. Em Recife (38,1%), foi observado o menor patamar em 2008.
Ao mesmo tempo, a participação média dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado correspondeu a 13,4% do total do mercado, no ano passado. Em 2003, essa proporção era de 15,5%. Do total de trabalhadores sem carteira, 58,5% eram homens.
O volume de trabalhadores por conta própria também caiu entre 2003 e 2008. No ano passado, 18,8% das pessoas inseridas no mercado de trabalho estavam nessa condição, ante 20% em 2003. As mulheres representaram, em 2008, 38,5% dos trabalhadores por conta própria. Em 2003, essa proporção era de 36,6%.