Uma das sugestões apresentadas por empresários na última reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), realizada na semana passada, foi a aceleração do processo de ressarcimento dos créditos referentes ao PIS (Programa de Integração Social), à Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e ao IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).
Eles sugeriram ainda a chance de abater esses créditos em outros tributos federais. A informação foi dada pelo ex-governador do Rio Grande do Sul e integrante do conselho, Germano Rigotto. "O ressarcimento hoje demora 60, 90 dias ou até mais", diz ele.
Selic
De acordo com informações da Agência Brasil, outro pedido que foi feito na reunião foi a continuidade no corte da taxa básica de juro, a Selic, a exemplo do que aconteceu na semana passada, quando o Copom reduziu a taxa de 13,75% para 12,75%.
Rigotto sugeriu ainda que a nova reunião do Copom seja feita em um intervalo de tempo menor. Hoje, ela acontece de 45 em 45 dias.
"Taxa Selic caindo significa menos despesa para o governo. O importante é não esperarmos 45 dias e que a redução continue", disse ele.
CUT
O conselheiro Artur Henrique, presidente nacional da CUT, também participou da reunião do Conselhão. Ele destacou que é hora de somar esforços para superar a crise, por meio da construção de uma agenda positiva com base no emprego e na renda.
Uma das propostas apresentadas pelo sindicato é a desoneração temporária de tributos, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cobrado pelos estados, e o ISS (Imposto sobre Serviços), de responsabilidade das prefeituras. Mas o montante economizado pelas empresas deve ser investido, com a contrapartida da garantia de empregos.
Henrique reiterou a importância da realização de reuniões setoriais com a indústria, o comércio e o varejo, para discutir metas de produção e emprego.
"Devemos fazer reuniões entre empresários e trabalhadores para afastar a agenda negativa e fechar acordos positivos, a exemplo do que vem sendo feito na construção civil. Temos aí a Federação das Indústrias do Estado do Paraná disposta a fazer este diálogo, o Sindicato das Micro e Pequenas Empresas reafirmando a necessidade de uma agenda positiva, a OAB Brasil reiterando a importância deste diálogo, com base no emprego e na renda, e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que tem dialogado conosco", ressalta.
O conselho reuniu as propostas apresentadas pelos vários setores e está com a responsabilidade de ser um agente motivador e intermediador dos diálogos.