O aumento do prazo para recolhimento de tributos federais garantirá às empresas uma folga de caixa de R$ 21 bilhões. O cálculo é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que deu aos empresários mais dez dias. Segundo ele, a medida é importante, porque as organizações estão sem capital de giro.
Outra medida que o ministro confirmou foi a restituição de impostos mais rápida para as empresas, que ainda será formatada pelos técnicos da Fazenda. "Vou criar um grupo de trabalho que vai dar agilidade a isso. Vou concentrar um grupo de auditores da Receita para fazer os trabalhos de apuração e liberação", disse, segundo informações da Agência Brasil.
De acordo com informações da Agência Brasil, o ministro informou que não existem estimativas sobre o volume de impostos a serem antecipados aos empresários, mas garantiu que a medida é para este ano.
Mais recursos para as empresas
Além disso, Mantega também anunciou que o governo irá liberar mais R$ 10 bilhões para elevar a liquidez de grandes empresas. Os recursos, oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), serão destinados à capital de giro, a embarques e a empréstimos. Já para as pequenas e médias empresas, serão liberados R$ 5 bilhões por um banco estatal.
"Os recursos são para irrigar o mercado e para as empresas fazerem seus negócios", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar as medidas, durante a 28ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Ele explicou que, no caso dos recursos do BNDES, o dinheiro tem origem em títulos que o Tesouro Nacional irá vender no mercado financeiro, que poderão ser comprados com recursos dos depósitos compulsórios dos bancos.