Grande parte das pessoas das classes C e D acreditam que a crise não irá durar mais que um ano, segundo indicou a pesquisa "Retrato da Crise", da agência de publicidade McCann Erickson. No estudo, 36% das pessoas indicaram que acreditam que a crise irá durar um ano, e 33%, seis meses.
A visão é mais otimista do que a observada em outros países, onde as populações dessas classes sociais acreditam que a crise irá durar por dois anos.
Medidas de empresas
Para enfrentar esse período de turbulência, esses consumidores afirmam que algumas medidas feitas pelas empresas poderiam contribuir, como a adoção de embalagens mais econômicas e a realização de ofertas especiais. Essas ações foram sugeridas por 30% e 29% das pessoas entrevistadas, respectivamente.
Mas também existem menções variadas, como aumentar o prazo de pagamento (9%) e baixar os juros (4%), o que, segundo a pesquisa, indica que os consumidores querem que as marcas lhes ajudem além do básico.
Comportamento
O estudo também indica que as classes C e D já começaram um processo de mudança de postura e atitude devido à crise mundial, e que as empresas deverão se adaptar a isso.
Para 2009, mais de 70% desses consumidores deverão mudar de ponto de venda, deixar de comprar determinados produtos ou usá-los menos vezes. Além disso, tentar reduzir os custos com transporte (70%) e comprar a mesma quantidade, mas de marcas mais baratas (67%), também foram atitudes indicadas pelas pessoas.