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Exportações devem cair 17,6% este ano, segundo projeções da AEBpor InfoMoneyEste ano, as exportações do Brasil deverão sofrer queda de 17,6%, passando de US$ 197,94 bilhões para cerca de US$ 163,15 bilhões. Cenário atual A estimativa considerou o atual cenário de instabilidade, com a crise global, conforme esclareceu à Agência Brasil o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro. Ele admitiu, contudo, que "como o cenário está muito volátil, pode até ser que mudem [as previsões] no decorrer de 2009". As commodities deverão continuar comandando as exportações brasileiras, apesar da redução de seus preços em todo o mundo, segundo ele. "Deve haver queda nos produtos básicos [-21,7%] e os semimanufaturados [-21,3%], que são compostos principalmente por commodities, mas elas continuam tendo peso preponderante na nossa exportação". A AEB acredita que a pauta de exportações continuará sendo liderada pelo minério de ferro, embora a entidade preveja uma retração de 15% em sua cotação, nas negociações que devem ocorrer até o final de abril. O vice-presidente da associação destacou que, dependendo dos movimentos do mercado, a queda no preço do minério poderá ser ainda maior. "Mas, neste momento, o minério de ferro é o produto com maior estimativa de exportação, com US$ 14,9 bilhões. É o mais importante produto de exportação. Não tem nenhum outro produto que, individualmente, supere os US$ 10 bilhões". Aparecem em seguida a soja em grão, com previsão de exportação de US$ 7,99 bilhões, o petróleo em bruto (US$ 7,92 bilhões), os aviões (US$ 4,50 bilhões) e a carne de frango (US$ 4,50 bilhões, também). Corrente de comércio e emprego A AEB projeta uma retração de 16,7% na corrente de comércio do Brasil, que deverá passar de US$ 371 bilhões em 2008 - o equivalente a 29,5% do PIB (Produto Interno Bruto) - para US$ 309 bilhões, o que representa 24,8% do PIB. Exportações para AL devem cair Outros países da América do Sul podem registrar queda nas exportações, uma vez que o continente é um grande exportador de commodities, principalmente metálicas. O Brasil, que exporta para seus vizinhos, pode ser prejudicado. A AEB estima redução de 15% das exportações brasileiras para a região, aproximadamente. Prognóstico pode mudar Em julho próximo, a AEB irá elaborar uma nova projeção. Os números podem mudar, em função dos desdobramentos da crise. Uma das informações essenciais para essa revisão diz respeito à safra de soja. Segundo Castro, se houver uma queda na safra, os preços e as exportações serão afetados. "Isso só podemos começar a avaliar a partir de abril, quando terão início as exportações da safra agrícola". |
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