A crise econômica mundial não se fez sentir no mercado de vendas diretas no País, que encerrou o ano com crescimento nominal no volume de negócios de 14,1%, com movimentação de $ 18,5 bilhões.
Quem saiu no lucro foram os 2 milhões de revendedores ativos no Brasil, número que supera em 7,2% a marca obtida há um ano. E mais: o aumento das vendas de cada revendedor foi de, em média, 6,4%. Os dados integram o balanço anual da ABEVD (Associação Brasileira de Vendas Diretas).
Último trimestre
De outubro a dezembro de 2008, o setor obteve crescimento real de 8,7%, movimentando R$ 5,5 bilhões. No total, foram comercializados 444 milhões de itens, incluindo produtos e serviços, resultado 12,5% superior a igual período do ano anterior, de acordo com a ABEVD.
Já nos últimos 12 meses, foram vendidos mais de 1,5 bilhão de itens, o que denota um crescimento de 11,3%. Os percentuais de crescimento contrastam com a desaceleração da atividade econômica do País, observada desde que a crise se agravou em todo o mundo.
Para se ter uma ideia, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas do comércio brasileiro apresentaram retração de 2,3% no quarto trimestre de 2008, na comparação com os três meses imediatamente anteriores.
Segundo o presidente da ABEVD, Lírio Cipriani, o setor tende a ser poupado pela crise no curto e no médio prazo. "Estamos ansiosos para ver os números do primeiro trimestre de 2009, mas as vendas diretas não apresentam sinais de impacto diante da crise financeira mundial, talvez pelo fato de não operarmos com base no crédito".