A estrutura produtiva nacional continua a ser determinada pela importância relativa das PME (pequenas e médias empresas), com seis de cada 10 empregos do tecido empresarial português a ser garantido pelas micro-empresas, indicam dados publicados pelo INE.
Nos três anos contados até 2006, a proporção de microempresas (menos de 10 pessoas ao serviço) no total das empresas era de mais de 95,0%, com tendência para um ligeiro aumento, descreve o «Anuário Estatístico de Portugal 2007» publicado esta terça-feira pelo Instituto de Estatística (INE).
Em termos gerais, a dimensão média das empresas em 2006 era de 3,4 pessoas ao serviço, o que representa uma ligeira diminuição face aos dados dos dois anos precedentes.
O documento cita dados da Segurança Social, segundo os quais, cerca de 68,0% do emprego assalariado gerado no período de 1996 a 2006, é atribuído às empresas com menos de 50 pessoas ao serviço.
Considerando a estrutura empresarial, em 2006, o relatório do INE refere que 79,1% das empresas concentravam-se No sector de serviços, empregando 63,2% do número de pessoas ao serviço e gerando 62,6% do volume de negócios total.