Os paulistanos viram os preços subirem 0,69% no primeiro mês deste ano. A taxa, 0,59 ponto percentual maior do que a apurada em dezembro do ano passado, foi mais sentida no bolso das famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3. Em janeiro, todos os estratos de renda registraram taxas maiores do que as apuradas um mês antes.
As informações, divulgadas nesta segunda-feira (9), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos)
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,35% em janeiro. Um mês antes, o índice havia sido de -0,15%, o que representa avanço de 0,46 ponto percentual.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que não subiram no mês anterior, tiveram alta de 0,45%.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,88%, aumento de 0,66 ponto percentual em relação a dezembro.
Principais variações
No mês passado, as principais contribuições vieram das variações de preços em Educação e Leitura (5,76%), atingindo especialmente as famílias pertencentes ao estrato 3, em Alimentação (0,51%) e Habitação (0,29%).
Os aumentos ocorridos alimentação, por exemplo, causado principalmente pela alta da alimentação fora do domicílio também teve impacto maior nas famílias do estrato 3.
Já as taxas elevadas da Habitação afetaram de forma semelhante todos os estratos de renda, com contribuições de 0,14 pp, para o estrato 1; 0,13 pp, para o estrato 2, e 0,12 pp, para o 3.
Acumulado
Nos últimos 12 meses - entre fevereiro de 2008 e janeiro de 2009 -, o ICV-Dieese acumula alta de 5,90%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias de menor poder aquisitivo (6,08%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 5,73%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 5,93%.
Os aumentos verificados em 12 meses devem-se especialmente as elevações apuradas nos grupos: Alimentação (8,40%), Habitação (7,72%), Educação e Leitura (7,63%) e Despesas Pessoais (7,36%).