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Problemas com banco de dados fazem empresas perderem 19% da receitapor InfoMoneyEm todo o mundo, as perdas causadas por conta de problemas com bancos de dados somam cerca de 19% das receitas das empresas. A conclusão é de um relatório distribuído pela Experian, empresa especializada no fornecimento de serviços de informações. Das organizações consultadas, nada menos que 96% reconhecem que problemas de dados têm impacto financeiro negativo em suas operações. A má qualidade do cadastro de clientes, por exemplo, reduz a receita, desagrada consumidores e abre as portas para processos nas agências reguladoras. A explicação é que mudanças na base de dados, regulamentação, segurança e gastos em marketing afetam a receita das empresas, daí a importância da exatidão das informações. Apesar de a imensa maioria das companhias ter consciência disso, apenas 54% têm uma estratégia documentada sobre como manter seu banco de dados correto e atualizado. No Reino Unido, a proporção é ainda menor, de 42%. Cenário é pior entre varejistas Segundo o estudo, realizado com 2.078 empresas de todas as partes do mundo, o quadro é mais drástico nos setores varejistas e de serviços financeiros. O resultado mostra que 61% dos empreendimentos do varejo e 51% dos de serviços financeiros não têm, ou não sabem se têm, uma estratégia documentada de qualidade dos dados cadastrais. A situação é semelhante nos setores de serviços públicos e telecom, com 47%. Mesmo nas restantes, o quadro não é o ideal. Apenas 37% de todas as organizações pesquisadas contam com estratégias que se aplicam a todos os seus departamentos. O relatório Contact data: the profit maker or neglected asset? foi encomendado pela QAS, divisão da Experian especializada em integridade de dados. Correspondência errada Pesquisa realizada pela QAS em 2006, com 1.500 consumidores do Reino Unido, revelou que 48% deles creditam à empresa a responsabilidade de manter atualizadas as informações pessoais de seus clientes que mudam de casa. Além disso, 43% dos consultados colocam a culpa nas organizações, quando recebem correspondências destinadas a pessoas que não moram mais na casa, e uma proporção de 40% afirmou que não consumiria produtos ou serviços de empresas que enviam correspondências a parentes já falecidos. "O controle dos dados sobre contatos nunca foi mais crucial às organizações do que hoje. Só no Reino Unido, todos os anos, 12% dos adultos mudam de endereço, mais de 50 mil pessoas mudam seus nomes e 500 mil morrem. Ao mesmo tempo, o número de pessoas que aderiu aos sistemas de bloqueio contra o recebimento de propagandas não solicitadas quadruplicou desde 2002", afirma o principal executivo operacional da QAS, Jonathan Hulford-Funnell. "Para o gerenciamento de dados ter o reconhecimento que merece, as empresas devem assumir uma abordagem que cubra toda a organização e esteja relacionada a suas metas. O estabelecimento de metas mensuráveis deve ser adotado de maneira a ser possível acompanhar o desempenho, identificar falhas e fazer recomendações e investimentos apropriados." |
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