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Quase metade das empresas gaúchas estão prontas para abrir o capital na Bolsapor InfoMoneyQuarenta e sete por cento das empresas gaúchas estão aptas a abrir capital na Bolsa. A conclusão é de uma pesquisa realizada entre junho e outubro, pela FIERGS (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), pela Fundação Dom Cabral, pelo Instituto Euvaldo Lodi e pela BM&F Bovespa. A professora da Fundação Dom Cabral, Virgínia Izabel de Oliveira, avisa que isso não quer dizer que os outros 53% não tenham condições de entrar no mercado de capitais. E reitera que eles precisam implementar apenas pequenos ajustes. Mercado competitivo O coordenador do Conselho de Inovação e Tecnologia da FIERGS, Ricardo Felizzola, destacou que o acesso ao capital é fundamental para um ambiente competitivo. "Acho que já avançamos muito no Rio Grande do Sul em relação à gestão. E, neste ponto, as empresas se dão conta de que, para crescer, é preciso ter capital". Já o diretor de Relações com Empresas da BM&F Bovespa, João Batista Fraga, disse que este é o primeiro passo de uma relação entre as empresas e a BM&F Bovespa. "Estabelecemos uma relação que poderá dar apoio à empresa sempre que ela precisar, tanto na ajuda a sua competitividade, como nos pilares de gestão e transperância". Relação com o mercado de capitais Entre as empresas pesquisadas, 49% já fizeram algum movimento em relação à abertura de capital e 81% acreditam que a principal vantagem é o maior acesso a recursos que podem ser usados para investir na empresa. Além disso, 69% delas estão dispostas a abrir capital, sendo que 51% esperam fazê-lo nos próximos cinco anos. No entanto, existem desvantagens, na opinião dos entrevistados. São elas: alto custo para abertura e manutenção da companhia aberta (23%), perda de flexibilidade na tomada de decisão (13%) e de controle (13%) e burocracia (12%). Sobre as empresas Os resultados revelam ainda que 61% possuem gestão familiar e 85% têm controle acionário familiar. As maiores ameaças ao negócio, identificadas pelas empresas da amostra, são o aumento da concorrência informal, o custo da matéria-prima e a variação do câmbio. Quanto aos resultados financeiros, 92% das empresas fazem, de alguma forma, análise de seus investimentos e 48% utilizam plano de negócios com fluxo de caixa descontado. No que se refere à governança corporativa, item essencial para quem pensa em abrir capital na Bolsa, 93% das empresas possuem diretoria, em quase 50% delas, uma mesma pessoa participa de mais de uma instância de decisão, e 66,67% disseram que há disposição em compartilhar decisões. Além disso, 88% afirmaram que se dispõem a prestar contas dos atos administrativos de forma contínua. Pesquisa O estudo englobou 75 empresas, que foram analisadas quanto a perfil, gestão, finanças, governança corporativa e visão sobre o mercado de capitais. Deste total, 74% são de indústria de transformação e comércio. Segundo a pesquisa, 11 empresas têm intenção de abrir o capital em até dois anos, ao passo que outras 24, entre dois e cinco anos. |
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