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Ritmo de vendas nas lojas online tende a cair em 2009por Agência EstadoApós registrar crescimento médio de 30% nos últimos anos, as vendas por meio da internet devem apresentar desaceleração em 2009. A expectativa preliminar da e-bit, empresa de pesquisa especializada em e-commerce, é de um aumento nominal de 20% a 25% para as vendas na web ao longo deste ano, o que deve levar o setor a registrar um faturamento próximo a R$ 10 bilhões. No ano passado, o avanço foi de 30% e em 2007, de 43%. As categorias que devem sofrer maior impacto são eletrônicos e informática, que apresentam tíquetes médios maiores. Os efeitos da crise internacional, entre os quais retração da oferta de crédito e redução da confiança do consumidor, devem se manter no primeiro trimestre, puxando a desaceleração nas vendas via web em 2009, na avaliação de Pedro Guasti, diretor geral da e-bit. Desaceleração O vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar e responsável pelas operações do Extra.com, Caio Mattar, afirmou que as vendas pelo portal de compras cresceram 160% no ano passado em relação a 2007. Entretanto, esse resultado mostra uma desaceleração em relação ao crescimento apresentado pela unidade de e-commerce do grupo, que avançou 200% no segundo trimestre e 185% no terceiro trimestre, ambos em relação ao mesmo período de 2007. No ano passado, a companhia anunciou aportes adicionais de R$ 40 milhões na área até 2010, principalmente para reduzir o tempo de entrega dos pedidos. A Fator Corretora, em relatório a clientes, avalia que a restrição na concessão de crédito deverá ser o maior desafio em 2009 da B2W, companhia criada da fusão entre a Americanas.com e o Submarino.com, que culminou na criação da maior companhia de e-commerce do Brasil. Segundo o documento assinado pelos analistas Renato Prado, Ronaldo Kasinsky e Christiane Reimão, a empresa deverá encontrar resistência junto aos bancos para financiar os clientes e enfrentará provável aumento de inadimplência. A desvalorização cambial é outro desafio, pela dificuldade em precificar as mercadorias com componentes importados e repassar os aumentos aos consumidores. Segundo a e-bit, ao contrário do Natal de 2007, quando as compras foram lideradas por produtos eletrônicos, no ano passado o consumidor preferiu adquirir livros, revistas e artigos de saúde e beleza. Essa tendência deve seguir ao longo de 2009, avalia Guasti. O tíquete médio dos itens líderes em vendas na web fica na faixa de R$ 100, para livros e revistas, e de até R$ 160, no caso dos artigos de saúde e beleza, incluindo medicamentos. Guasti ressalta que a estratégia das maiores redes de varejo de reforçar as liquidações em suas lojas físicas acabou deteriorando o desempenho do e-commerce no Natal de 2008. Eletroeletrônicos Em relação aos produtos eletroeletrônicos, a participação da categoria no total comercializado no período que antecede o Natal caiu de 8% em 2007 para 7% no ano passado. Conforme a e-bit, apesar disso, o faturamento com as vendas de eletroeletrônicos registrou aumento, motivado pelo incremento de 59% do valor do tíquete médio - que passou de R$ 470 para R$ 740. Essa categoria, junto com informática, registra mais de 90% das compras parceladas. As vendas de produtos de informática também apresentaram leve queda de participação no total de pedidos, de 9% neste Natal ante 10% em 2007, conforme a e-bit. O tíquete médio, entretanto, cresceu 36%, de R$ 560 para R$ 760. Mesmo não se caracterizando como o Natal dos notebooks, sobretudo pela valorização do dólar, as vendas em volume desses produtos cresceram mais de 176% em 2008, enquanto os desktops registraram retração de 4%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Para 2009, a expectativa da Abinee é de que o setor de informática cresça entre 15% e 20%, resultado pouco abaixo do desempenho do ano passado, quando avançou pouco mais de 20%. Outro segmento que perdeu força nas vendas pela web foi o de telefonia celular. Levantamento da e-bit constatou retração de 10% para 6% na participação desses produtos no volume total de pedidos desse Natal. A retração no volume das vendas foi compensada, em parte, pelos lançamentos de novos produtos, como celulares com tecnologia 3G e smartphones, que elevaram o gasto médio por consumidor nessa categoria de R$ 324 para R$ 360. Apesar das dificuldades que o setor deve enfrentar este ano, o e-commerce tem expressivo potencial de crescimento no médio e longo prazos. Entre as empresas que atuam no segmento, a maior parte das vendas provém de novos usuários. Para Guasti, a expectativa de que a base de internautas chegue em 2009 a 50 milhões de usuários deve contribuir para um crescimento do e-commerce acima do varejo tradicional. Segundo o Ibope/NetRatings, o Brasil encerrou 2008 com mais 43 milhões de pessoas com a acesso à internet.
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