Em pronunciamento feito para dirigentes do Sistema Sebrae de todo o Brasil, na terça-feira (16) em Brasília, o senador Adelmir Santana, presidente do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) da Instituição comentou a crise financeira internacional e as suas conseqüências para a economia brasileira. Para ele, "2009 exigirá cautela por parte das autoridades brasileiras e da classe produtiva por não sabermos ainda quais os efeitos internos da crise, que é dos Estados Unidos e da Europa e da qual ainda não se sabe o tamanho".
”Acho que o governo tem agido bem, tomando providências com relação à manutenção do aquecimento da economia interna, facilitando o crédito, encorajando o consumo e mantendo a inflação sob controle, providências acertadas que vêm proteger as micro e pequenas empresas dos efeitos da crise. Ainda é cedo para avaliações, não podemos nos alarmar, correr riscos desnecessários. Precisamos sim ser otimistas e ter cautela pois nem mesmo os países diretamente envolvidos no problema sabem o tamanho dele. Aqui sabemos apenas que o governo faz a sua parte preventiva e apenas umas poucas empresas revelaram os seus prejuízos, mas quero acreditar que a base da nossa economia terá forças para resistir aos problemas e até tirar algum proveito deles,” disse Santana.
O presidente do CDN aproveitou para lembrar que uma grande ferramenta para proteger e incentivar as micro e pequenas empresas é a nova Lei Geral, agora aperfeiçoada no Congresso. “O Sebrae, que foi praticamente o mentor da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa terá, a partir de 2009, que redobrar seus esforços pela aplicabilidade da lei em benefício das empresas existentes e em função das legalizações e inclusões dos negócios informais, principalmente com atenção redobrada na instituição do Microempreendedor Individual, que todos sabemos, poderá mudar a face social e econômica da base da sociedade brasileira,” concluiu o senador.