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Shopping center é boa opção para empresas, mas cuidado com o contratopor InfoMoneyDe acordo com levantamento realizado pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), em 2007, as vendas reais em shoppings alcançaram os R$ 66,1 bilhões e as nominais, R$ 68,4 bilhões, significando crescimento em torno de 13,43% ante 2006, ajustados os valores acima para a inflação de 6,23% e para a taxa de crescimento de 5% de expansão do PIB (Produto Interno Bruto). Durante o ano, foram abertos 22 novos shopping centers, cujo número total passou para 644, e 3.497 novas lojas, que agora somam 80.419. Para 2008, a previsão é de que as lojas obtenham um faturamento real de aproximadamente R$ 69,4 bilhões, pressupondo taxa de crescimento em 5%. Já considerando a taxa de inflação de 4,2%, a projeção para o faturamento nominal sobe para R$ 74,7 bilhões. Consumo Ainda no ano passado, cerca de 1,5 milhão de pessoas passaram a ser consumidoras de shopping centers: 600 mil novos consumidores que provêm do crescimento da população e 900 mil que passaram a ser considerados consumidores de renda média e, portanto, passaram a ter o mínimo de renda extra disponível, o que é característico de clientes de shoppings, segundo o indicador MercadoFlux. Considerando os mercados de três das maiores capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte-MG), 2007 representou um avanço de 6% na atividade comercial dos shopping centers, na mesma base de comparação. O crescimento mais alto se deu em São Paulo, que obteve 9%, seguido pelo Rio (6%). A capital mineira, por sua vez, registrou alta de 2%. "O mercado de shopping centers deve crescer ainda mais no Brasil. A tendência é essa daqui para frente. Prova disso é que muitas empresas proprietárias de shoppings abriram capital e passaram a se atentar mais à gestão dos empreendimentos. Antes, propriedade e administração eram facetas separadas", opinou o sócio do escritório Bicalho e Mollica Advogados, Ricardo Negrão. O que muda com o boom A vantagem do boom de shoppings, para o empresário, é o aumento do poder de negociação. "Entre os centros de compras mais novos, pode haver um barateamento dos preços do aluguel, principalmente por conta da concorrência, da briga pelas lojas. O comerciante pode, por exemplo, alegar que há outro shopping oferecendo aluguel mais em conta", explica. Lembrando que é quase sempre melhor abrir uma loja em um shopping, e não na rua. A segurança é um motivo. O outro é o fluxo de consumidores. "O empreendedor não precisa se aventurar e abrir uma loja sozinho. Em um shopping, inúmeras marcas estão reunidas em um mesmo lugar, o que facilita a atração de clientes", afirma Negrão. Cuidados O empresário deve ficar atento. Quando for pagar pelo ponto comercial, precisa ter certeza de que o contrato de locação tenha o prazo mínimo de cinco anos. "Ele precisa prever uma eventual desavença com a administração do shopping, que pode causar a perda do ponto. É importante garantir o direito de permanecer", diz o especialista. Outro cuidado é com relação ao fechamento do contrato, quando o shopping ainda está em construção. O conselho de Negrão é acompanhar o andamento da obra, para checar se os prazos estão sendo cumpridos, já prevenindo um possível prejuízo de tempo e dinheiro. Quanto à publicidade, os shoppings costumam cobrar uma taxa a mais, inclusive para publicidade de inauguração. O lojista precisa ter certeza de que o montante está sendo dividido corretamente e de que a quantia é justa. Há ainda a cláusula de exclusividade, que não pode ser esquecida. Por exemplo, às vezes, não é possível abrir franquias da mesma marca muito próximas ou no mesmo shopping. "Os shoppings impõem inúmeras regras, mas o lojista pode negociar. Supondo que ele descubra que um comerciante paga menos aluguel do que ele, sem justificativa, existe a possibilidade de negociar. O cuidado é que, normalmente, os preços consideram o ramo de atuação, a expectativa de faturamento e o público-alvo." |
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