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Vaidade sem crise: para comprar cosmético, brasileiro não precisa de créditopor InfoMoneyO consumidor brasileiro está mais vaidoso e consome, cada vez mais, produtos de higiene, perfumaria e cosméticos. Por não depender de crédito, o aumento no consumo desses produtos se deve, principalmente, ao aumento da renda da população. Essa constatação é do presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), João Carlos Basilio, de acordo com a Agência Brasil. Como a crise afetou principalmente a concessão de crédito ao consumidor, o setor foi um dos poucos que não viu o consumidor se retrair na hora de comprar. Basilio ressalta que o incremento na renda é mais importante para o setor. Segundo ele, R$ 10 a mais no orçamento "significa um poder de compra de até quatro produtos. Imagina 90 milhões de brasileiros tendo essa renda a mais. Isso representa um incremento de 200 milhões de unidades por mês, ou R$ 2,4 bilhões por ano". É por não depender do crédito, mas do aumento da renda, que setor apresentou bons números ano passado. São 13 anos seguidos de crescimento acima de dois dígitos e, mesmo com a crise, o setor manteve o ritmo e apontou crescimento de 10,4% em 2008. Para Basilio, essa alta não é novidade. Fatores Segundo Basilio, 40% dos homens consomem produtos cosméticos. "Isso significa que temos ainda um potencial de crescimento bastante expressivo, porque há 60% de homens com possibilidade de incorporar esses hábitos", prevê. A expectativa de vida também contribui no desempenho do mercado da beleza. "Isso faz com que as pessoas passem mais anos no mercado de trabalho e faz com que queiram manter uma aparência melhor", afirma Basilio. Nada de mau tempo Basilio também afirma que dentre os setores químicos, o de higiene e cosméticos foi o que teve melhor desempenho na balança comercial, tendo aumentado as exportações em 20,5% entre 2007 e 2008. "Atualmente, exportamos cerca de US$ 650 milhões, o que possibilitou um saldo positivo de US$ 200 milhões na balança". Basilio não vê nuvens negras pairando sobre o setor. "Vamos continuar investindo e contratando", afirma. No entanto, a previsão é de um crescimento menor para este ano, de 5%. |
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