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Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociaispor Folha OnlIneFicar de olho em Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e blogs deixou de ser um passatempo e virou profissão. Empresas buscam profissionais que dominem mídias sociais para divulgar serviços e se aproximar de clientes. Para os iniciantes, os salários variam de R$ 1.000 a R$ 3.000, mas os experientes ganham até R$ 10 mil. Rafael Matos, que atua como analista de redes sociais, diz que precisa ter jogo de cintura para atender a demandas Rafael Matos, 27, analista de redes sociais da imobiliária Lopes, monitora perfis em redes sociais e diz que precisa de jogo de cintura para atender a todas as demandas. Ele conta que lidar com reclamações contra a empresa também é sua tarefa. BOA LARGADA Para ser um analista de mídias sociais, é preciso ter habilidade na escrita, conhecimento de marketing e familiaridade com redes. Esses profissionais, também conhecidos como SMO (Social Media Optimization, ou otimização de mídia social), devem ter perfil inovador, diz Deni Beloti, consultor da Fellipelli. "Dinamismo, criatividade e imediatismo fazem parte do perfil." Para Cely Carmo, gerente de estratégia da Burson Marsteller, organizações esperam iniciativas arrojadas dos analistas. "É preciso criar relacionamento com seguidores e conhecer "a fundo" a marca que divulga", afirma. Na Ideia S/A, agência de mídias sociais, a maioria dos analistas tem diploma de jornalismo ou publicidade. "Há profissionais formados nas áreas mais diversas, como turismo", revela Daniela Habif, coordenadora de conteúdo digital da empresa. Há dois anos, o publicitário Antônio Mafra, 29, foi contratado pela Porto Seguro. Ao perceber que a empresa não atuava em mídias sociais, sugeriu que a seguradora aderisse à novidade. "Eu mesmo criei a minha função. Hoje esse é um dos principais canais de relacionamento com o cliente", diz. Em contraponto, Mafra diz que os colegas ainda não entendem sua função. "Sou conhecido como o vagabundo da empresa", brinca. O gerente de mídias sociais da Tecnisa, Roberto Aloureiro, 38, aponta outra preocupação: divulgar informações sobre a companhia. "Penso dez vezes antes de publicar dados na rede. Meu trabalho é gerenciar crises, e não gerar uma", conta.
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