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Empresas são proibidas de vender frango por excesso de águapor Folha OnlIneO Ministério da Agricultura proibiu a Rigor Alimentos Ltda, BRF (Brasil Foods) e a Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) de venderem carne de frango in natura congeladas e resfriadas. Em fiscalização, o órgão constatou que os produtos tinham água acima do permitido pela legislação. A medida afeta uma fábrica da BRF em Santa Catarina, onde são fabricados produtos da Perdigão, uma unidade da Copacol no Estado do Paraná e uma da Rigor em São Paulo. Segundo o ministério, fiscais recolheram as amostras no comércio varejista de todo o país, para avaliação da quantidade de água resultante do descongelamento. Por lei, carcaças e cortes de aves podem ter até 6% de água depois de descongeladas. As empresas serão agora submetidas ao regime especial de fiscalização, que determina análise de todo o estoque antes da liberação para o comércio. A liberação só ocorrerá depois que comprovarem a correção da irregularidade. O governo informa ainda que se o consumidor detectar excesso de água na carne de ave congelada, pode denunciar o problema na ouvidoria do Ministério da Agricultura, pelo telefone 0800 7041995. De acordo com o ministério, são recolhidas por ano mais de mil amostras para análise do percentual de água em carcaças de aves e em produtos vendidos no comércios. "Quando são detectadas irregularidades, os estabelecimentos, além de autuados e multados, podem passar pelo regime especial de fiscalização", diz em nota. Desde 2007, 34 empresas já foram submetidas a esse regime, sendo oito somente neste ano. OUTRO LADO O diretor administrativo-financeiro da Rigor Alimentos Ltda, Carlos Lima, negou que a empresa comercialize produtos com água acima do permitido pela legislação. Segundo Lima, as análises não constataram o excesso e a produção não foi interrompida após a fiscalização inicial do Ministério da Agricultura, em 15 de julho deste ano. O diretor confirmou que a Rigor está submetida desde o mês passado ao regime especial de fiscalização. Ele diz não entender porque a empresa consta na lista até hoje. A BRF (Brasil Foods) e a Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) também negaram irregularidades em seus produtos. Em notas oficiais, ambas contestaram as avaliações divulgadas pelo Ministério da Agricultura. A Copacol, com sede em Cafelândia (PR), informou que nas vistorias realizadas entre 21 de julho e ontem "não foram constatadas irregularidades nas amostras das análises realizadas com relação à quantidade de água resultante do descongelamento dos produtos". De acordo com a direção da empresa do Paraná, o comércio de carne de frango no Brasil e exterior foi mantido normalmente, "sem ter passado por qualquer tipo de interrupção." A nota, assinada pelo diretor-presidente da Copacol, Emílio Gonçalves Mori, afirma também que "os resultados das análises certificam a Copacol como uma indústria apta a produzir alimentos, especializada e segura para atender com qualidade as demandas do mundo inteiro". No comunicado enviado à imprensa, a BRF anunciou que apresentou recurso junto ao ministério para contestar o resultado da análise. A empresa classificou a ação de "restrição temporária" que afetou apenas uma de suas unidades, além de garantir adotar "rígidos padrões de controle de qualidade em todas as suas linhas de produção".
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