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Governo espera mais concorrência com mudança no setor de cartõespor Folha OnlIneA SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, espera um aumento imediato na concorrência no setor de cartões de crédito com o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras. A partir desta quinta-feira, as máquinas da Redecard passam a aceitar cartões Visa; e os terminais da Cielo (ex-Visanet) começam a receber Mastercard. De acordo com a Redecard, não há necessidade de troca de equipamento para que os terminais aceitem Visa ou Visa Electron. O economista-chefe da SDE, Paulo Britto, diz que a diferença entre as taxas cobradas atualmente pelas duas empresas sobre cada transação eletrônica já deve levar a uma redução de custos para o varejo. O repasse desse ganho para o consumidor, no entanto, será maior nos segmentos do comércio em que há mais competição. A redução da tarifa média de 3% para 1% sobre o valor das compras, por exemplo, daria um ganho de R$ 20 para cada R$ 1.000 em transações no cartão. Britto afirmou que as campanhas das duas empresas já indicam um início de competição nesse setor, mesmo sem a entrada de novas companhias nessa atividade. Mesmo assim, o governo vai monitorar esse novo processo para evitar ações anticoncorrenciais. "Estamos de olho. Se houver alguma denúncia de que está havendo divisão de mercado para que os preços não caiam, vamos atuar", afirmou. Britto lembrou que também estão em análise novas regras para padronizar e limitar a cobrança de tarifas para o consumidor, que devem ser definidas em breve pelo Banco Central. A expectativa é que haja uma redução na quantidade de tarifas de mais de 50 para menos de 20 tipos de cobrança. Lojistas O presidente da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro, afirmou que a tendência é que a maioria dos estabelecimentos comerciais faça a opção por apenas uma credenciadora (Cielo, Redecard ou uma terceira empresa), para reduzir custos. A expectativa, por enquanto, é de uma redução apenas no custo de aluguel com equipamento. Hoje, cada maquina de cartão é alugada por um valor entre R$ 80 e R$ 140. Apenas as grandes redes devem manter contratos com as duas redes, para evitar prejuízos caso uma delas saia do ar, como aconteceu, por exemplo, na véspera do Natal do ano passado. Em um segundo momento, de até 24 meses, a concorrência deve levar a uma queda na taxa de desconto, que é o percentual de cada transação que fica com as empresas de cartão. Nesse caso, a estimativa da CNDL é que a redução possa chegar a até 35%. Hoje, os lojistas pagam entre 2% e 5% sobre cada transação, valor que é repassado ao consumidor. |
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