Até que ponto a tecnologia altera nosso modo de vida no dia-a-dia? As pessoas ganham algo com a inovação tecnológica? E as empresas, o que ganham? É comum pensar em inovação tecnológica lembrando-se da corrida espacial norte-americana, dos novos e poderosos celulares, dos componentes eletrônicos que medem uma fração de um fio de cabelo, de novos medicamentos, de alimentos mais saudáveis e do controle de pragas sem uso de agrotóxicos. A imagem de um mundo cada vez mais ágil e automatizado que estava na nossa mente desde os tempos de criança, seja por filmes de ficção científica ou jogos eletrônicos, agora está presente no nosso cotidiano.
Estes novos aparelhos, substâncias e máquinas, podem ser vistos e comprados pelos consumidores nos shoppings ou na internet, de uma forma rápida e prática. Por isto são os ícones do nosso tempo, e representam a inovação tecnológica para a grande maioria da população. No entanto há uma revolução, também baseada na tecnologia, que não é compreendida por grande parte da população. Esta revolução acontece dentro das empresas, afetando seus processos e rotinas. São os novos sistemas de gestão empresarial, ERP (do inglês Enterprise Resource Planning).
Estes sistemas permitem que as operações de uma empresa, desde a produção, passando pela venda e a área financeira, sejam executadas de uma forma harmônica. É como um maestro que rege uma orquestra: todos os processos devem acontecer sem que o resultado desafine.
Nos últimos dez anos as empresas no Brasil e ao redor do mundo têm se empenhado muito na implantação de projetos ERP. Entre 1998 e 2000 uma das razões era resolver o problema do chamado “bug do milênio”, implantando sistemas que já tivessem sido estruturados para trabalhar com os quatro algarismos referentes ao ano, ao invés de “remendar” sistemas antigos. A partir de 2001 as forças se concentraram na integração da empresa por meio da internet. Foi a partir deste momento que a empresa começou a ser vista de uma forma ampliada, incorporando clientes, fornecedores e parceiros como usuários do sistema ERP.
Até aqui o caminho seguiu uma linha evolutiva. Mas agora podemos falar de uma fase revolucionária com sistemas mais fáceis de usar, mais fáceis de implantar e mais fáceis para serem mantidos. As empresas não precisam mais mudar seus processos totalmente e drasticamente para poder utilizar um sistema ERP.
Nossas empresas e pessoas estão utilizando a tecnologia para aumentar sua competitividade, eficiência e flexibilidade? Ou estamos perdendo espaço para outras economias (como China e Índia) e, com isto, perdendo postos de trabalho e oportunidades de mercado?
Enquanto desfrutamos do melhor que a tecnologia nos oferece como consumidores, as empresas também precisam se beneficiar de novos sistemas e técnicas para se tornarem mais competitivas e dinâmicas. É o único meio de garantirmos no médio e longo prazos, crescimento, emprego e oportunidades aqui no Brasil.
Alexandre Marques é sócio-diretor da i9 Tecnologia e Inovação Empresarial, Ltda. que, em conjunto com a ESAT, formam a Operação Sul, como parceiros da Microsoft na linha Dynamics ERP e CRM.