A crise vem deixando suas marcas e é fácil perceber que a economia não é mais a mesma. Os preços do supermercado já se tornaram notáveis pelo aumento pra todos, assim como tenho certeza que quase todo mundo tem um conhecido que foi demitido a alguns dias atrás. Pois é, essa é a maior crise econômica desde o pós-guerra em 1929. Suas raízes estão no mercado imobiliário norte-americano que sofreu uma queda forte em 2007. E de lá pra cá o que vemos todos os dias na TV, nos jornais e nas revistas é a piora dessa situação.
Tanto é que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já divulgou suas previsões para 2009 que, diga-se de passagem, não são das melhores. Os dados são que 7,1% da população mundial deve ficar desempregada neste ano, o que significa mais de 50 milhões de pessoas e um total de 230 milhões se somarmos isso aos anos de 2007 e 2008 com os seus 11,7% da população demitida. Além dos impactantes números da taxa de desemprego, ainda temos muitas empresas que tiveram prejuízos bilionários. Fato é que a redução no crescimento econômico inevitavelmente traz com ela o corte de gastos, de funcionários e o congelamento de salários.
Mas que não deve nos fazer perder o controle, nem parar de comer, de comprar roupas ou de dar comida pro cachorro, pelo contrário, o melhor a fazer é pensar em boas saídas para driblar os danos causados pela crise. E um dos setores que definitivamente pode ajudar a economia a continuar reagindo é TI. De que forma?
Como já citei acima, a principal medida tomada pelas empresas em épocas de crise é a redução de custos. Neste caso, a tecnologia pode ser uma grande aliada para a contínua produtividade, pois nada mais adequado que a implantação de um aplicativo para gerenciar eficientemente a mão-de-obra e os demais recursos da empresa, mesmo que com um número menor de profissionais.
A mobilidade é outra vertente da tecnologia que pode contribuir em época de crise. Com a facilidade de comunicação por um dispositivo móvel entre os membros da empresa é possível acessar os dados da companhia de qualquer lugar e em qualquer hora, o que implica na redução de gastos com transporte. Um exemplo é o caso dos vendedores que trabalham “na rua”, não é necessário um exército de vendedores indo e voltando da companhia quando podemos ter poucos vendedores com um dispositivo móvel. Além disso, a tomada de decisão é mais assertiva, rápida e eficaz, já que a tecnologia ajuda a comunicação ser mais objetiva e correta.
Especificamente no Brasil os reflexos da crise ainda não foram tão gritantes, por isso mesmo as empresas devem continuar a investir para seu próprio crescimento. E é só assim que conseguiremos fazer a economia progredir. Pense nisso!
João Moretti é diretor geral da MobilePeople, empresa brasileira especializada em mobilidade corporativa.