Muitas empresas, ainda que a contragosto dos funcionários, entraram na moda do "dress code" --código de vestimenta que diz o que é permitido usar no trabalho.
As regras vão de uso de uniformes a proibição de determinadas cores e formatos. Para quem desrespeita o manual, que visa reforçar a imagem da empresa, há penalidades como advertências.
Ao ser contratado, Luiz Monaro, 25, ex-analista de treinamento da Libbs --do ramo farmacêutico--, recebeu o "dress code" em formato de livro, que deveria permanecer sobre sua mesa.
"Os homens não podiam dobrar a manga da camisa, e o relógio tinha limite para o tamanho da caixa", lembra.
Segundo Monaro, os funcionários tinham três meses para se adaptarem. Logo no início, sua chefe o informou de que deveria trocar os óculos de grau, pois a armação era "muito esportiva".
O consultor Ricardo Rabello, da Fellipelli, critica o exagero em regras --que não implica o crescimento do profissional. "São bizarrices."