Para não perder o foco, o iniciante no e-commerce deve se cercar de pessoas que já estão há mais tempo no mercado
Muitos empreendedores escolhem o ambiente virtual baseados apenas em um impulso. Acreditam que basta investir em páginas patrocinadas do Google e começar a vender. Com o tempo, demonstram o grau de desconhecimento que possuíam do negócio. Muitas das dificuldades iniciais da loja virtual são parecidas com as da loja física. É preciso um estudo criterioso que estabeleça uma política de preços competitiva, o bom relacionamento com fornecedores e parcerias com grandes marcas, alavancado pelo marketing digital, que possui um peso cada vez maior. De acordo com Natan Sztamfater, o iniciante no e-commerce deve se cercar de pessoas que já estão há mais tempo no mercado, para não perder o foco.
“A velocidade da inovação nesse ambiente é tão alta que, se um lojista procurar aprender a fazer todas as operações sozinho, vai perder tempo e acabará errando. Eu já vi muito lojista que aprendeu até a fazer programação para atuar no ambiente de internet, quando na verdade o foco dele deveria ser o de comprar um produto no melhor preço para oferecer ao cliente, pois a loja virtual nada mais é do que um canal de vendas”, explica. Para não correr o risco de deixar o negócio de lado e virar um hacker, o lojista deve terceirizar toda a parte operacional do negócio. Uma parceria com uma boa agência digital reduz o percentual de erro, pois os contatos com sites parceiros, empresas especializadas em envios de e-mails e o desenvolvimento de banners, só para ficar nos exemplos mais básicos, serão feitos por pessoas especializadas.
A parceria com a agência digital pode ser estruturada por comissão de vendas ou por período de tempo, o que afasta a velha noção de “sociedade”. Contar com a ajuda de profissionais pode ser o diferencial para que todo o investimento não seja em vão. Por isso, antes de tomar qualquer decisão sobre abrir uma empresa de e-commerce, é preciso conhecer o mercado e conversar com especialistas. “O lojista deve entender que o e-commerce exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do target. A internet é rápida demais para se atuar sozinho”, alerta Sztamfater.