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Pequenos negócios criam maior parte dos empregos, a maioria no interior do Paíspor Agência SebraeÉ o que mostra o Anuário do Trabalho e Emprego que o Sebrae lançou nesta terça-feira (31), em Brasília; o estudo faz uma radiografia do mundo do trabalho nos micro e pequenos negócios Dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil, 99,2% - ou seja, mais de 5,7 milhões - são empresas de micro e pequeno porte. Elas empregam 52,3% dos 24,9 milhões trabalhadores com carteira assinada do País, o que corresponde a 13,1 milhões de empregados. Destes, 64,9%, o equivalente a 8,5 milhões estão no interior do Brasil. Dos 8,5 milhões de empregos interioranos, mais da metade (4,5 milhões) está na Região Sudeste. O interior da Região Sul tem 2,2 milhões de empregos. No Nordeste são 967,7 mil; no Centro-Oeste, 449,3 mil, ficando o Norte em último, com 246,5 mil empregos no interior. Essas são algumas das informações do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa de 2008 e que também inclui números de 2009. O estudo, produzido pelo Sebrae em parceria o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi lançado nesta terça-feira (31), no auditório da Confederação Nacional os Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília. Participaram do lançamento o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, o diretor-técnico da instituição, Carlos Alberto dos Santos, e o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz. Também compareceram à solenidade dirigentes do Sistema Sebrae e parceiros da instituição. “O Anuário utiliza as principais bases de dados sobre emprego e renda no País, como a Pesquisa de Emprego e Desemprego, do Dieese, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)", explica Carlos Alberto dos Santos. "São dados consistentes e confiáveis que podem orientar as ações do Sebrae e parceiros". O Anuário mostra, por exemplo, que de 2000 a 2008 aumentou de 4,1 milhões para 5,7 milhões o número de micro e pequenas empresas, o que significa um crescimento de 40%. No período, esses negócios também ampliaram número de empregados com carteira assinada, passando de 8,6 milhões para 13,1 milhões, o que representa 4,5 milhões de novos empregos com carteira assinada. O estudo também registra aumento da remuneração média real desses trabalhadores, de 2000 a 2008, nos principais setores de atividades: indústria, construção civil, comércio e serviços. Na microempresa o valor médio subiu de R$ 696,00 para 797,00; na pequena empresa, passou de R$ 977,00 para R$ 1.044,00, conforme valores ajustados pelo IPCA de setembro de 2008. Mulheres O anuário mostra que os homens ainda são maioria entre os trabalhadores das micro e pequenas empresas. Números de 2008 mostram que eles são 3,7 milhões na microempresa e 4,5 milhões na pequena empresa. Mas entre 2000 e 2008 esses negócios ampliaram a contratação de mulheres. Nesse período o número de trabalhadoras passou de 1,5 milhão para mais de 2,3 milhões nas microempresas e de 1,3 para 2,3 milhões nas pequenas empresas. O aumento da contratação da mão-de-obra feminina é registrado principalmente no setor de comércio e serviços, seguido pela indústria. O Distrito Federal e as regiões metropolitanas de Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS) são os polos que mais empregam mulheres. As regiões metropolitanas de São Paulo e do Recife são as que têm a menor participação feminina no mercado de trabalho dos micro e pequenos empreendimentos. Escolaridade Outra mudança registrada: de 2000 a 2008 as micro e pequenas empresas passaram a contratar trabalhadores com grau de escolaridade mais elevado. Nesse período, o número de trabalhadores com o ensino médio completo subiu, por exemplo, de 21,4% para 41,7%. A contratações de empregados com o terceiro grau completo teve uma leve subida, passando, de 3,4% para 4,7%. “Conhecer a realidade das micro e pequenas empresas e dos seus trabalhadores permite construir metodologias e políticas para aumentar a competitividade desses negócios e contribuir com o crescimento do País”, avalia Paulo Okamotto. Essa é a terceira edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa. A primeira foi publicada em 2007 com dados de 2006 e a segunda em 2008 com números de 2007. “É o mais completo estudo que existe no Brasil sobre o mundo do trabalho nos micro e pequenos negócios”, resume o analista de gestão estratégica do Sebrae, Leonardo Mattar. |
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