|
|
||
Reportagens
|
||
|
||
Formatação flexívelpor Paula ArendAntes de dar início à sua rede de franquias, a varejista de roupas infantis Petit reformulou o design dos pontos de venda com soluções adaptáveis a diferentes tamanhos de loja, combinando bom gosto e baixo custo
A arquiteta Ana Carolina Frutuoso, do escritório Falzoni & Alves Lima, explica que o ponto de partida do projeto foi justamente o plano de franquias. “A ideia era fazer uma loja menor, com um custo razoável para o franqueado e que apresentasse uma flexibilidade a fim de facilitar a aplicação do modelo em outras cidades”, detalha. A preocupação com a questão do custo no desenvolvimento do projeto, contudo, não eliminou o cuidado da profissional com a valorização dos produtos, bem como a realização de um trabalho a fim de maximizar o espaço. Conforme chamou a atenção Renato Diniz, analista de visual merchandising da Petit, a ideia foi deixar o produto mais exposto, com looks coordenados, com a cartela de cores das coleções mais visível e os itens mais disponíveis. O mix de produtos não é pequeno, englobando desde vestuário voltado para crianças de zero a 12 anos, assim como artigos para enxoval e puericultura. A fim de se alinhar a esse objetivo, o projeto manteve a “departamentalização” da loja, mas algumas alterações foram feitas, e teve participação importante a criação de nichos modulados que praticamente cobrem toda a parede das duas laterais e da parte posterior da área de vendas. Em marcenaria branca, Ana Carolina criou esses armários embutidos sem portas (com a mesma moldura com cantos arredondados que se observa na vitrine), em que os produtos estão basicamente expostos em cabides e estantes presos a um sistema de cremalheiras, com o suporte de uma gaveta próxima do piso. Espaço para circular A decisão de excluir alguns itens da exposição decorre justamente da necessidade de se fazer lojas menores, mas que precisam de área de circulação espaçosa. Afinal, trata-se de um projeto para uma marca de produtos infantis; logo, a chance de uma mãe estar com o bebê no carrinho é grande e a loja precisa acomodar isso. Outro recurso utilizado para aumentar a circulação foi a exposição de carrinhos e cadeiras de bebê em espécies de casulos que formam uma parede de fundo das vitrines – diferente do projeto anterior, quando esses itens eram expostos no chão. O acesso a eles se dá por uma escada portátil. “Além do espaço maior para circulação, tal formato valoriza o produto”, constata Ana Carolina. A iluminação e a predominância da cor clara têm o mesmo objetivo. No caso da primeira, a preferência ficou com a utilização de spots embutidos no teto revestido de gesso, bem como iluminação no interior dos “armários embutidos” nas paredes laterais, que tornaram a loja mais clara, realçando os produtos coloridos. O destaque nesse quesito fica para as luminárias de alumínio pintadas em branco e alinhadas da entrada até o caixa – que fica no centro da área de vendas. Além de auxiliarem na iluminação, ajudam a dividir a loja e guiar o cliente. Ainda na parte exterior é possível notar as luminárias, entre as duas vitrines, que ganharam molduras azuis – no mesmo tom usado para as embalagens da Petit. As duas vitrines acompanham a segmentação interna – com o segmento bebê de um lado e o kids de outro. Internamente, além dos manequins, fendas no forro superior dessas duas “caixas de madeira” permitem a instalação de elementos, assim como a utilização de um sistema de cremalheira na parte posterior, auxiliando a exposição. Ainda, a cor dominante branca facilita a disposição de eventuais banners de campanhas publicitárias da marca. Cantos arredondados Tal ambiente, contudo, não se trata de nenhum local escondido, uma vez que o caixa localiza-se exatamente na parte central, em uma estrutura quadrada, revestida de fórmica zebrano – textura que ajuda a caracterizar a marca. “A intenção é que o cliente reconheça que está na Petit assim que entrar na loja”, conta a arquiteta. Sobre a centralização do caixa, Renato Diniz explica que o processo de venda do produto é iniciado e finalizado pela mesma pessoa. Assim, essa localização permite uma melhor visualização e acompanhamento do que acontece na loja. Além de representar mais um elemento divisor dentro do espaço de exposição. No piso, carpete de madeira – por uma série de motivos. Além de deixar o ambiente aconchegante, trata-se de um material resistente e prático no que diz respeito à manutenção, sem contar, claro, o custo menor em relação a outros materiais similares. Ritmo de mudança PETIT |
||
|
Conteúdo publicado no Dirigente Lojista |
||
|
|
||
Versão para Impressão
Comentários
|
| COMENTE |
Newsletter |
Receba as principais novidades por e-mail. |
Indicadores |
|||||||||||
|
|||||||||||
| Mais Indicadores |
Agenda |
|||
|
|||